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sexta-feira, 13 de julho de 2007

R$ --- PAN-AMERICANO 2007 --- R$ ?

Orçamento extrapola e mesmo assim Prefeitura não cumpre metas, Kd o "money" investido no Pan?




De maneira geral,
o custo total do Pan-Americano 2007, "O Pan do Rio", é extremamente elevado. A previsão inicial foi de R$ 691.013.912, conforme publicado no Diário Oficial em 25 de novembro de 2005. Hoje esse valor já está em cerca de R$ 4 bilhões. O custo médio das quatro edições anteriores (Santo Domingo, Winnipeg, Mar Del Plata e Havana) ficou muito abaixo disso: R$ 280 milhões cada. Em outras palavras, o Brasil está gastando 14 vezes mais para produzir o mesmo evento, sendo que a maior parte desse dinheiro (cerca de 90%) vem dos cofres públicos.

Uma das obras que extrapolou o custo previsto foi a construção do Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, por estar situado no bairro Engenho de Dentro. Inicialmente esperava-se gastar R$ 166 milhões, mas o valor atual já chega a R$ 400 milhões. Apenas a título de comparação, o estádio construído em Munique para a Copa do Mundo da Alemanha, um dos mais modernos do mundo, custou R$ 260 milhões. Além da questão financeira, a maneira como as obras estão sendo conduzidas pode prejudicar sobremaneira os moradores da região. A construção do estádio não foi acompanhada do alargamento das pistas e a Prefeitura ameaçou retirar a comunidade Belém-Belém para construir um estacionamento em seu lugar. Os moradores dali ainda estão traumatizados pela construção da Linha Amarela, que cortou a favela ao meio e matou o comércio local.


Outro exemplo: para sediar o Pan, a cidade precisa possuir um velódromo. O Comitê Olímpico Brasileiro apresentou um projeto à União Ciclística Internacional - equivalente à Fifa do ciclismo - que previa a construção de quatro telões gigantes, arquibancadas para 5 mil espectadores em ambiente climatizado e outros caprichos, além da pista. Custo total: R$ 32 milhões. A outra opção dos organizadores seria alugar um velódromo por R$ 8 milhões, que viria da África do Sul e seria desmontado logo após a competição.


Júlio Alfaya, presidente da Federação de Triathlon, questionou as duas opções. A primeira, pelo custo elevado, e a segunda por não garantir o legado esportivo para a cidade. "Para que os telões, se o circuito mede apenas 250 metros? Para que ar-condicionado, se nos jogos asiáticos a organização foi premiada por ambientalistas pelo fato de não utilizarem este equipamento, e depois constatou-se que a ventilação natural é mais rica em oxigênio e favorece a quebra de recordes?". Após a intervenção de Júlio e de outros atletas, foi possível alcançar um custo final de R$ 11 milhões, praticamente a terça parte do que seria gasto inicialmente por um velódromo definitivo.

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