.:: Minha "loca" Vida
Não diria que esse texto é uma crônica, mas uma cômica de minha vida. Não que tal situação seja cômica, em princípio, mas ao ver o filme de minha vida na cabeça... a coisa fica cômica.
Não sei como buscar essa explicação na Física. Logo eu, que odeio magnetismo, vejo esse troço atuar na minha vida, mas sempre na direção contrária da que eu desejo (aliás, talvez inconscientemente seja isso que me faça odiar não só magnetismo, mas física...). Porque sempre consigo afastar minha felicidade de mim? Ou melhor, por que sempre parece que conheço a felicidade certa na hora errada?
Sempre disseram que amor é cego, surdo e mudo. Pois bem, também coloco que seja burro e analfabeto. Sem agressividade aos burros e aos analfabetos, por favor (o burro, por não conhecer Física, e o analfabeto, por apenas imaginá-la e não destroçar suas integrais, talvez não tenham as Leis de Murphy atuando sobre eles).
Nunca senti necessidade de escrever, como desabafo, sobre uma situação triste. Mas agora... talvez os literatas de antigamente estivessem certos, eita bom motivo para inspirar letras. Ainda que as minhas sejam horrorosas, compreendo.
Voltando ao assunto, sem mesmo ter entrado nele. É interessante como o ser humano age de forma tão complexa durante sua vida. Quando paramos para pensar e refletir sobre nossa vida, atitudes, pensamentos, falas, gestos... vemos o quanto somos grandes e pequenos, bonitos e feios, alegres e tristes. Dicotômicos.
Parando para uma grande reflexão, muitas vezes parece que oitenta anos de uma vida são uma eternidade. Mas um quarto disso já se foram, e como se foram... Vejo que em muitas horas parece que vivi muito mas, de repente, também vejo o quanto deixei de viver. Ai, como essas horas incomodam. É aí que vejo quanta falta, quanta não experiência, adquiri esses anos todos. E mais ainda, que nuance delicada tem a vida. Isso porque, ao mesmo tempo que ela é densa, tem momentos em que uma única palavra, uma única pergunta, destrói todo um sonho, toda uma possibilidade.
Ah, besteira estar enchendo meu amigo leitor com essas baboseiras sem nexo, certamente. resumindo o besteirol: o cupido me aplicou a vitamina certa, mas do lado errado do bumbum. E essa injeção está doendo caro amigo, como está doendo. Mas como é uma vitamina, espero que Einstein tenha realmente razão em dizer que o tempo seja relativo. Que essa vitamina funcione e, caso demore muito, que esse muito aparente pouco nos meus lindos dias de vida.
Ah, amigo leitor. Jamais desejaria que estivesse sentindo o que sinto agora. Uma necessidade enorme de companhia, mas me vendo tão à mingua. Tenho tantos amigos (ou pelo menos conhecidos), mas... onde estão? Porém, o pior de tudo, o safado do cupido me deixou numa situação do tipo estar no mato sem cachorro: existe apenas uma chave para a fechadura. E não é que essa chave não quer trancar a porta??
Dê risada da minha cômica. Não! dê gargalhadas. Suas gargalhadas me farão rir dessas sandices escritas, isso me fará um pouco mais feliz. Desejo que esteja feliz, amigo cupido, o troco esta dado.

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